Objetivo:

 

              Utilizamos as Descompressões Vertebras para: 
 
   a) Devolver à coluna vertebral a naturalidade de seus desvios do eixo (DEC);

b) Abri ou afastar as articulações facetárias;

c) Espaçar os corpos vertebrais;

d) Alinhar vértebras;

e) Direcionar o disco intervertebral.

Definição:

Que é uma manipulação? Segundo o Dr. Maigne “A manipulação é um movimento forçado, aplicado direta ou indiretamente sobre uma articulação ou um conjunto de articulações que leva bruscamente os elementos articulares para além da sua folga fisiológica habituai, sem ultrapassar o limite que a anatomia impõe aos seus movimentos”.

Mas atenção! O estalo das articulações vertebrais não tem mais significado que o estalo das articulações do dedo. É sobre o bloqueio das articulações que as manipulações vertebrais podem agir.

 

 
O ESTALO

 

                O estalo alegra o coração do manipulador noviço e satisfaz o paciente, que julga encontrar aí, sem qualquer motivo, a prova de que lhe “repuseram alguma coisa no devido lugar”. Na realidade, ele significa simplesmente que o grau da mobilização foi suficiente para fazer mover ligeiramente a articulação e permitir uma brusca separação das superfícies articulares. Este ruído é o testemunho da manipulação, e nada mais. Há certos casos raros em que o manipulador tem interesse em não ir até o estalo, embora, frequentemente, ele deva ir além.

             Qualquer manipulação, seja ela boa ou má, pode produzir um estalo. O principal é que este se produza no sitio onde se deve fazer a manipulação. Mas só se esta se operar no bom sentido é que o estalo tem algum valor. Ele prova que a região foi bem manipulada. Não é necessário nem suficiente, é habitual. Um manipulador deve ser capaz de “fazer estalar” a coluna vertebral de uma pessoa normal na sua totalidade, vértebra a vértebra, sem lhe causar o mínimo mal.

             Habitual acompanhador das manipulações, não o ouvimos no decurso das mobilizações passivas de amaciamento. Os estalos existem tanto ao nível da coluna vertebral como ao nível dos membros. É possível fazer estalar os dedos, os pés, etc., todas as vezes que se consegue obter a brusca separação de duas superfícies articulares. Ao nível da coluna vertebral, são as articulações posteriores que estalam e não o disco.

               O que produz o estalo? O aumento do afastamento articular pela manipulação diminui a pressão sobre o liquido sinovial onde os gases dissolvidos vão formar uma micro bolha. Continuando a diminuir a pressão, aquela vai rebentar e faz o ruído do estalo. Quando a articulação retorna a sua posição normal, os gases são de novo reabsorvidos pelo liquido sinovial. Isto pode exigir um quarto de hora, por vezes mais, o que explica o motivo por que se tem de esperar um certo tempo antes de obter um novo estalo. Este “tempo de recarga” é variável de um indivíduo para outro indivíduo.

 
INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES

 

             A manipulação é um método terapêutico para tratamento dos problemas vertebrais e tem suas indicações precisas e suas contraindicações. Poderá ser realizada por meio de movimentos delicados, ou mais firmes, porém, jamais de maneira violenta.

            As manipulações não deverão ser indicadas em casos tais como:
 

Ø Doenças graves da coluna vertebral, como tuberculose, sífilis, tumores, etc.;
 
Ø Gravidez, não fazer manipulação lombar após o 3º mês. As regiões torácicas e cervicais não estão contraindicadas. Para a região lombar usar tratamentos alternativos como a posição especial de repouso;
 
Ø Processos reumáticos avançados, como a Espondiloartrite Anquilosante;
 
Ø Arteriosclerose avançada, especialmente das artérias vertebrais. Neste caso, a manipulação da coluna cervical poderá ser fatal para o doente;
 
Ø Espondilolistese – deslizamentos vertebrais;
 
Ø Osteoporose severa;
 
Ø Crises agudas recentes de ciática (no 1º dia apenas repouso);
 
Ø Artrodese na região a ser manipulada.

Obs.: Regra geral – não havendo melhoras até a 4ª sessão, encaminhar o paciente.

Por que “Descompressão Vertebral” e não “Manipulação Vertebral”?

              As “Manipulações Vertebrais” já existem a muito tempo, antes mesmo do surgimento da “Quiropraxia” e da “Osteopatia”. O Shiatsu, o Seitai e outras técnicas orientais já usavam de “Manipulações Vertebrais”. Portanto as “Manipulações Vertebrais” são de domínio Universal. Sendo assim, sem querer adonar-se destas “Manobras” e destacando seus efeitos, usamos a expressão “Descompressão Vertebral”.
 

Por que usar o termo “Descompressões Vertebrais”?

 

              Ao desenvolvermos a Filosofia da “Espondiloterapia” percebemos que os problemas de coluna e, ou, seus comprometimentos tinham, ou tiveram sua origem por ocasião de uma “alteração”, para mais ou para menos, nos “Desvios do Eixo” da Coluna Vertebral. Estes “Desvios do Eixo” são as curvaturas da coluna para frente (lordose lombar e cervical), para trás (cifose) e para os lados (escoliose). Na “Espondiloterapia” estes desvios são tidos como “naturais”, pois estão presentes em todas as pessoas, mesmo a escoliose. Quanto a escoliose, como ela “carrega” um “estigma” patológico e, não obstante, está presente em todas as pessoas, caracterizando-se assim como uma curvatura natural, resolvemos adjetivá-la de “Escoliose Social” diferenciando-a das chamadas “Posturais” e “Estruturais” que, para serem assim classificadas, devem aparecer nas radiografias ou serem “claramente” visíveis. A Escoliose Social não aparece necessariamente em radiografias e tão pouco necessita ser “claramente” visível, mas é facilmente constatada pela “Avaliação Morfológica”. Como os “problemas” relacionados a Coluna Vertebral e, ou, seus comprometimentos tem ou tiveram este vínculo com as alterações nas curvaturas “naturais” um dos objetivos das manobras de “Descompressão Vertebral” é o de restabelecer o “Naturalde cada um quanto a estas curvaturas.
 

Como atuam as manobras de “Descompressão Vertebral”?

 

             A “Descompressão Vertebral” atua ao nível das facetas articulares das vértebras. Visam, entre outras coisas, liberar ou “folgar” o ramo sensor da raiz posterior que inerva a faceta. Consegue-se isso aumentando o limite fisiológico das articulações facetarias. Esta “liberação” desfaz as contrações da musculatura multífida favorecendo o reidratamento dos discos intervertebrais. As Descompressões vertebrais atuam também no alinhamento da coluna vertebral devolvendo a naturalidade dos Desvios do Eixo da Coluna (DEC). Este efeito igualmente colabora na redução de hérnias discais (incluir repouso adequado ensinado no curso). O Sistema Nervoso Autônomo Simpático também se beneficia e a circulação das artérias vertebrais melhora substancialmente. Sintomas como: dores de cabeça, tonturas, dificuldades de concentração, dores na nuca, dores no pescoço, tendinites no ombro ou cotovelo, Síndrome do Túnel do Carpo, dificuldades para respiração profunda, refluxo gastresofágico, gastrite, cólicas menstruais, dores torácicas, dores lombares, dores ciáticas, câimbras, esporão do calcâneo, etc. tendem a desaparecer.

              Para que os benefícios da “Descompressão Vertebral” perdurem é necessário que o “agente” causador das mudanças, para mais ou para menos, nas curvaturas naturais da coluna seja identificado e combatido. A identificação deste ”agente” torna-se possível com a aplicação do protocolo de avaliação da “Espondiloterapia” que procura relacionar os sinais e sintomas neurocirculatórios e as alterações nos “Desvios do Eixo” da Coluna Vertebral.

Obs. Estamos considerando apenas as manobras para a região da coluna vertebral.  

 

- Entrega de Apostila;

   - Entrega de certificado;

 

No curso de DESCOMPRESSÃO VERTEBRAL você recebe qualificação para intervir em:

Obs. Caso você tenha formação apenas em MASSOTERAPIA em alguns dos procedimentos será necessária a parceria com outro profissional da saúde que, dependendo do tipo da intervenção, poderá ser o médico,  o fisioterapeuta, o educador físico ou o nutricionista.

Comprometimentos das Artérias Vertebrais como

                        Dores de cabeça;

                        Vestibulite;

                        Memória fraca;

                        Dificuldades para concentração;

Comprometimentos de raízes Posteriores, ramo facetária, como dores junto a coluna vertebral;

Comprometimentos de raízes Anteriores como hérnias discais (discos protrusos e extrusos) e projeções discais (arco reflexo);

                        Ciatalgias;

                        Tendinites;

                        Bursites;

                        Capsulites;

                       Artroses do ombro e da coxa;

                        Fascite plantar;

                        Esporão posterior e plantar do calcâneo;

Comprometimentos viscerais por disfunções Simpáticas:

                        Tremores na vista;

                        Aumento da salivação;

                        Dificuldade para engolir;

                        Dificuldades para inspirações profundas;

                        Refluxo Gastresofágico;

                        Gastrite;

                        Aumento da frequência urinária;

                        Cólicas menstruais;

Etc..                                                                                     

Obs. Caso você tenha se identificado como portador de algum dos comprometimentos acima citados, procure um profissional "SOS CORPO - FRANQUEADO" próximo de você. Clique aqui.


 

     Docente: Rubens Balestro
     Massoterapeuta - DIFEP nº. 1956;
     Pedagogo;
    Fisioterapeuta
    Diretor da Escola SOS CORPO
 
    
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